sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Não se pode tentar ajudar, é o que é

Devo ter sido muito má noutra vida, especialmente no dia 16 de Dezembro de um século qualquer. Ontem tiraram o dia para me chatear. Tentava eu ajudar uma pessoa que nem sequer conheço, não é minha amiga nem nada do género, mas que me costuma contactar quando está com muito trabalho. A questão foi muito simples: quantas palavras poderia fazer num determinado período de tempo. Aceitei dizendo que faria 10 mil. Como passaram 2 dias e não me enviou o projecto, contactei-a dizendo que teria de baixar o volume para 6 mil. Aqui começaram os problemas.

"Ai Liliana, não me faça isso, estava a contar com o volume que me disse". O drama, o horror. Expliquei que não tinha culpa do atraso do cliente dela, que nem sequer me tinha avisado do atraso e a vida é assim mesmo, conforme-se. Ultrapassada esta questão, foi buscar outro problema: começou a falar-me em entregas parciais. Lá expliquei mais uma vez que nunca me tinha falado em tal coisa e que precisava de ter o volume total do meu lado para ir encaixando na minha agenda. As entregas parciais implicam dar-se um volume num dia específico e assim não gosto de trabalhar. O que eu fui dizer. O drama, o horror. Passada esta questão, veio outro problema: as repetições. E que afinal eu TINHA mesmo de fazer entregas parciais por causa das repetições, senão assim não podia ser, etc. e tal. Recusei-me dizendo que aceito um projecto mediante as condições que me dão no início e não vou mudar tudo à última da hora. Que se entenda com o cliente dela, não tenho nada a ver com isso.

E pronto, a menina zangou-se. "A Liliana não é nada flexível", diz-me ela. Pois confesso que não sou. Nunca fui grande espingarda em ginástica e só gostava das aulas de educação física quando jogávamos voleibol ou basquetebol, nisso era craque. Que não compreendia porque não aceitava as entregas parciais e que lamentava, mas assim não ia contar comigo. Ó minha cara, eu até já estava cheia de trabalho mesmo, só ia fazer o favor de ajudá-la.

Quando os clientes resolvem mudar tudo, é o tradutor que se trama sempre. Quem lamenta sou eu, porque não vou ser o elo mais fraco. Adeus.

6 comentários:

Carla disse...

Quando ela diz que a Liliana não é flexível deve estar a pensar "Oh Liliana, por amor do chocapic, então não se põe de quatro mal o cliente manda como eu?"

Pedro Oliveira disse...

Sra. Carla, gostei da conotação marota que juntou a um problema tão grave como este. LOL

B disse...

Isso de ser ou não flexivel tem os que q´s... depende de muita coisa e requer algum treino,preferencialmente diário.
Mas deixe lá,que oportunamente ha-de encontrar situações em que compensará ser fléxivel,na tradução,óbvio.

Maguita disse...

oh lily, tu és boa a jogar basket?

Lily disse...

É assim tão difícil de imaginar, Maguita? Pois fica sabendo que até fui escolhida para integrar a equipa da escola num torneio!

Maguita disse...

Oh, não é nada disso. Apenas sempre te imaginei mais uma miúda de volley.