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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O que por vezes vem parar às mãos de um tradutor

Um tradutor tem de saber de tudo um pouco. É isto que nos enfiam na cabeça e quando entramos no mercado de trabalho, apercebemo-nos que não está muito longe da verdade. Assim, traduzem-se coisas tão variadas como textos sobre tacos de golfe, relógios, comida para animais ou o que passei a tarde de ontem a fazer: uma lista de palavras de vários temas, como violência, atos ilegais, álcool ou drogas. Alguns exemplos: assassinate, hang, kill, murder, stab, baby killing, incest, molest, tudo deste calibre.

Depois havia um separador com termos relacionados com conteúdo para adultos. Sim, é isso mesmo que estão a pensar. Querem exemplos? Ai, não posso. Isto é um espaço familiar e não tenho bolinha vermelha para meter no canto da página. Querem mesmo saber? Depois não digam que não avisei: anus, ass, blow job, boob, creampie, cum, gangbang, fingering... Querem que continue? Até vos ouço aqui deste lado, seus tarados! E antes que pensem que se trata de algum site porno, é para o Windows Phone (nem quero saber para quê).

Devo confessar que se aprende sempre qualquer coisa, não sabia que existiam tantos nomes diferentes para certas partes anatómicas.

O meu amigo B. certamente que está a pensar "E ainda lhe pagam para fazer isto". Trabalho meus amigos, trabalho...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Desafio do dia

Terminar um trabalho enquanto a eletricidade falha por 3 vezes, saltitando entre os portáteis para ir aproveitando a bateria. Sou uma grande malabarista.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Já não tenho idade para estas coisas

Trabalhei até às 4 e meia da manhã, dormi umas 5 horas e levantei-me para terminar um trabalho até às 14h. E ainda dizem que tenho uma grande vida.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Tal e qual



quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Estamos quase no Natal e coiso e tal

Ahhhhh, a semana antes do Natal. Aquela em que temos compras para fazer, que achamos que vai ser calma em termos de trabalho e em que vamos passar os dias a estourar uns euros.

Não. Errado. É aquela semana em que todos os tradutores do país devem ter ido de férias e sobramos nós, só nós. Ou pelo menos é isso que sentimos, já que passamos o dia a receber e-mails a perguntar se aceitamos isto, aquilo e mais outra coisa qualquer. Mas acima de tudo agradeço, e muito, por estar nesta azáfama. É sinal que nem tudo está perdido e ainda existe trabalho neste país.

Além disto, a minha conta do Hotmail foi bloqueada e aparentemente anda a distribuir spam que nem uma doida. E eu aqui, sem msn. O mundo só não parou porque ainda tenho Facebook.

Agora com licença, vou endoidecer mais um bocadinho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Vamos acabar todos a fazer terapia daqui a uns anos


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Belo começo de trabalho

Depois de ter traduzido umas 5378 vezes "correio eletrónico" e "telefone", apercebo-me que afinal é para  usar "e-mail" e "telemóvel".

segunda-feira, 5 de março de 2012

Oh, que bonito

No meio de uma tradução de software:

"Esta tarefa é de teste. O seu objectivo é testar o sistema de fluxos de trabalho.  Não leve a vida tão a sério. Ria, dance e cante a sua canção favorita. Esta é a tarefa seguinte. Não é maravilhoso?"

Gostava de ver a cara do utilizador a quem aparecer esta mensagem.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A realidade

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Traduzir software tem destas coisas

"Não é possível deslocar o nó como irmão da raiz da árvore de estratégias no cartão de pontuação"

Perceberam? Deixem lá, eu também não.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mas o que se passa hoje?

(Ó Carla, agora é que achas mesmo que vendi a alma ao diabo):

Cliente: Olá Liliana, boa tarde. Recebi mais um projecto com cerca de 8.000 palavras. Poderia entregar-me na 2ª feira, 09h00?

Portanto, foi-se uma revisão e veio uma tradução. Diria que é uma boa troca.

Adenda ao post anterior

Cliente: Liliana, a revisão de 8000 ficou sem efeito. Assim que tenha outra oportunidade falo consigo.
Eu: Tudo bem, obrigada
Cliente: Desculpe
Eu: Não faz mal

Iupi!

Bom ou mau sinal?

Cliente: Liliana, estamos a pensar dar-lhe umas revisões de vez em quando.
Eu, com vontade de dizer "não não, deixe estar, fico-me pelas traduções": Está bem...
Cliente: Ora então tome lá 8 mil para começar
Eu, na minha mente: Fónix...

À primeira vista, pode ser encarado como um voto de confiança na minha pessoa para exercer essa função. Por outro lado, é tãaaaoooooo chato rever que ainda me vou arrepender. Além disso, as revisões fazem despertar a Lily má, aquela que muda tudo e ainda diz "a vírgula está no local incorreto, toma lá um erro, tungas".

sábado, 26 de março de 2011

Acabei de me aperceber que...


Estou atulhada em trabalho. Tenho um projeto enorme para fazer que me vai obrigar a hibernar durante o fim de semana, mas sem a parte boa da coisa (que seria manter-me num estado de inatividade e apenas recorrer às reservas alimentares armazenadas). Neste caso, é uma hibernação ao contrário, a qual consiste em passar horas a fio a trabalhar sem me distrair com e-mails, messenger, Facebook, jogos, blogues e afins (sou tão cómica quando quero).

Vou deixar o despertador para a mesma hora como se fosse trabalhar (o que significa deixá-lo a tocar aproximadamente durante 1 hora) e esperar conseguir levantar-me a uma hora considerada decente (deve ser verdade, deve). Não, tem mesmo de ser, a sério (nem eu própria acredito no que acabei de escrever, mas adiante).

Vou fazer tudo isto, traduzir milhares de palavras, ficar com aquela sensação de dever cumprido e satisfeita por me ter levantado cedo, ainda que a um sábado, até porque é de manhã que se começa o dia, segundo dizem (o meu dia começa tão bem depois de almoço, mas pronto).

Agora vou ali aos meus jogos e prometo que já volto ao trabalho. É só um bocadinho, tá?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Tradutor sofre

"Estrada formada naturalmente constituída por gravilha fina e partículas minerais. Normalmente, estas estradas não permitem tráfego de veículos. Superfície de estrada construída utilizando uma combinação de asfalto e agregado de construção. Superfície de estrada constituída principalmente por cimento e outros materiais, como calcário, granito e outras misturas químicas."

Que mal fiz eu?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Olhem que isto realmente

Já trabalho há tempo suficiente para saber que os clientes pensam que não temos vida própria. Então estive eu a semana toda sem receber trabalho e hoje queriam dar-me 3 mil palavras para o fim-de-semana?

É verdade que as podia fazer, estamos em crise, não convém recusar, essas coisas todas, mas é uma questão de princípio. Só se lembraram de mim hoje, sexta-feira? Pois é, lamento. Faço metade porque estou bem disposta e consigo despachar o trabalho ainda hoje. É que não há paciência.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cambada de ppppiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

Este post do B fez-me relembrar as minhas aventuras com preços vs. clientes. É mais que sabido que pedincham sempre com todo o tipo de desculpa: ai a crise, o Sócrates é mau, está a chover, o que vai ser de nós com tanto frio. O que o B descreve é apenas um exemplo. Aliás, já aqui falei de situações semelhantes.

Recordo uma vez em que uma amiga me perguntou se podia traduzir um pequeno livro e quanto levaria. Dei uma vista de olhos e atirei um preço muito por alto: mil euros. Não é preciso sequer dizer que ficou a olhar para mim espantadíssima com o valor que lhe dei. Mas aqui até entendo, as pessoas fora da área não têm a mínima noção dos preços, acham que é simples e nem deve demorar muito tempo a fazer. Depois ficam a achar que somos ricos, a praticar preços assim (yeah right). Do outro lado estão as empresas, que baixam o preço ao máximo sabendo nós que vão ganhar 3 ou 4 vezes mais do que aquilo que querem pagar.

Agora imaginem a seguinte situação: há uns anos atrás fiz testes para ser freelancer de uma determinada empresa. Uma das perguntas era o preço que eu cobrava. Se bem me lembro, na altura disse-lhes 0,05/palavra. Responderam a dizer que o preço deles era de 0,04 e não podiam pagar mais. Uns tempos mais tarde fiquei a saber que um amigo meu também trabalhava para essa empresa, mas recebia 0,03. E porquê? Porque na altura, para agarrar o cliente, deu-lhes esse preço e a empresa já não disse que o preço deles era de 0,04. Fechou-se em copas e pagava-lhe isso. E é assim minha gente que os negócios se fazem.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Não se pode tentar ajudar, é o que é

Devo ter sido muito má noutra vida, especialmente no dia 16 de Dezembro de um século qualquer. Ontem tiraram o dia para me chatear. Tentava eu ajudar uma pessoa que nem sequer conheço, não é minha amiga nem nada do género, mas que me costuma contactar quando está com muito trabalho. A questão foi muito simples: quantas palavras poderia fazer num determinado período de tempo. Aceitei dizendo que faria 10 mil. Como passaram 2 dias e não me enviou o projecto, contactei-a dizendo que teria de baixar o volume para 6 mil. Aqui começaram os problemas.

"Ai Liliana, não me faça isso, estava a contar com o volume que me disse". O drama, o horror. Expliquei que não tinha culpa do atraso do cliente dela, que nem sequer me tinha avisado do atraso e a vida é assim mesmo, conforme-se. Ultrapassada esta questão, foi buscar outro problema: começou a falar-me em entregas parciais. Lá expliquei mais uma vez que nunca me tinha falado em tal coisa e que precisava de ter o volume total do meu lado para ir encaixando na minha agenda. As entregas parciais implicam dar-se um volume num dia específico e assim não gosto de trabalhar. O que eu fui dizer. O drama, o horror. Passada esta questão, veio outro problema: as repetições. E que afinal eu TINHA mesmo de fazer entregas parciais por causa das repetições, senão assim não podia ser, etc. e tal. Recusei-me dizendo que aceito um projecto mediante as condições que me dão no início e não vou mudar tudo à última da hora. Que se entenda com o cliente dela, não tenho nada a ver com isso.

E pronto, a menina zangou-se. "A Liliana não é nada flexível", diz-me ela. Pois confesso que não sou. Nunca fui grande espingarda em ginástica e só gostava das aulas de educação física quando jogávamos voleibol ou basquetebol, nisso era craque. Que não compreendia porque não aceitava as entregas parciais e que lamentava, mas assim não ia contar comigo. Ó minha cara, eu até já estava cheia de trabalho mesmo, só ia fazer o favor de ajudá-la.

Quando os clientes resolvem mudar tudo, é o tradutor que se trama sempre. Quem lamenta sou eu, porque não vou ser o elo mais fraco. Adeus.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Gosto tanto...


Quando me dizem que traduzi incorrectamente um determinado termo, passo a usar a tradução que querem e, no projecto seguinte, me apontam como erro essa mesma alteração que fizeram anteriormente. Depois lá tenho de perder tempo a perguntar afinal o que é que querem que use. Decidam-se sim? JJJiiizzaaassssss

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As traduções merdosas que enlouquecem uma pessoa



Tradutor sofre, muito. Quem está de fora pensa que é tudo muito fixe: "ah e tal, trabalhas em casa, quem me dera a mim, fazes o que queres" bla bla bla. É tudo muito bonito, mas quem tem esta profissão sabe que as coisas não funcionam assim.

Para se conseguir ter um cliente na mão, é preciso ganhar o estatuto de "esse tipo de trabalho não faço mais". No entanto, até lá é preciso engolir alguns sapos, neste caso, fazer umas traduções merdosas.

Existem dois projectos que me marcaram enquanto tradutora: um feito há uns 2 anos sobre tacos de golfe (não aprendi nada porque é daqueles assuntos que simplesmente não me interessam, quero lá saber que existem 50 tacos para 50 tipos de tacadas diferentes) e outro feito a semana passada sobre... como hei-de explicar? Eram legendas de vídeos sobre músicos que descreviam como tocavam, por exemplo, a Nona Sinfonia em violino, em trompa e o raio que os parta a todos. Fartei-me de notas musicais, andamentos, compassos, semínimas, Fá bemol, Si sustenido e o catano. Mas acho que pior que a terminologia só mesmo o tipo de discurso dos intervenientes.

"Quero um gelado de morango, ai não prefiro de chocolate, mas pera, o de baunilha também é bom". Isto aplicado ao tema da tradução em causa seria "ora vou começar por colocar os dedos no Fá e no Dó e depois... também pode ser assim...  e agora faço... pois, assim soa muito bem". Não perceberam nada, pois não? Eu também não percebi patavina daquilo, uma criança de 5 anos explicava-se melhor.

Uns dias depois quiseram dar-me mais traduções dessas. Mas aqui a Lily não se deixa enganar uma segunda vez. Puxei dos galões, porque às vezes tem mesmo de ser, e respondi que daquilo não faço mais e ponto final.

Se gostava de mudar de profissão? Não, mas isso não quer dizer que não reclame na mesma.