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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Trabalhador independente sofre

O trabalhador independente tem de saber as leis todas, estar atento a todos os decretos e usar post-its com os prazos que não pode falhar, porque o IVA tem de ser pago ao dia 15, mas a Seg. Social já é ao dia 20, este tipo de coisa. O ano passado criou-se uma nova declaração a entregar até ao dia 15 de fevereiro. Mais um post-it.
 
O trabalhador independente acede ao site da Seg. Social para cumprir as suas obrigações. Ao tentar aceder à declaração, a mensagem que ninguém quer ler:

"Caso pretenda entregar ou substituir a sua declaração, por favor dirija-se aos serviços da Segurança Social. Alerta-se para o facto de que a entrega fora de prazo está sujeita à aplicação de contraordenação, nos termos legais."
 
O drama. O horror. Tenta-se mais umas 50 vezes, pois o site pode estar congestionado. A mensagem continua. Nada disto seria grave se não fosse a véspera do prazo, portanto resta pegar na tenda e ir acampar para a porta da Seg. Social no dia seguinte. O drama. O horror.
 
Mas antes de tomar medidas drásticas, talvez o melhor seja ligar para a linha de apoio, visto que é um dos serviços que realmente funciona bem. E colocado o meu problema, eis que a D. Adelaide, Adélia ou qualquer nome parecido explicou que "a lei mudou, agora já não é assim". Então a dita declaração que entrou em vigor o ano passado e que tinha de ser entregue obrigatoriamente através do site vai passar a ser entregue juntamente com o IRS.
 
Eu, trabalhadora independente, tenho uma sugestão: em vez de colocarem uma mensagem tão vaga como "dirija-se à Seg. Social", porque não indicar simplesmente que a declaração passa a ser entregue como anexo do IRS?
 
Mas não, o mais importante é dizer "Toma, toma, agora não sabes como entregar a declaração e ai de ti se não cumprires o prazo que levas com uma contraordenação e ainda tens sorte se não fores parar a Guantanamo".

domingo, 16 de setembro de 2012

O meu primeiro Stop


Está uma pessoa a 5 minutos de casa, à 1 e tal da manhã, vinda de um casório a 70 e tal kms, descansada da vida, a pensar na comida e nos doces que enfardou quando... tem uma operação Stop.

Continência, boa noite e tal, os documentos da viatura. E toca a olhar em redor do carro e a ver o belo do selo da inspeção. Ao voltar, já com os documentos na mão... "Está tudo em ordem, não está? Pode seguir, boa noite".

Eu acho que o sr. agente não reparou na fatiota, senão ia perceber que vínhamos de uma festarola e ia confirmar se me tinha enfrascado ou não. E eu que me portei tão bem, só bebi um copo de sangria e champanhe. Até evitei as caipirinhas!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Ver os programas da manhã tem destas coisas

A Júlia Pinheiro comentou e mostrou no programa que o vestido que estava a usar ainda tinha o alarme. "Bem, é capaz de ser melhor ir à loja pagá-lo", afirmou e claro, risota geral. Ora isto fez-me recordar uma situação semelhante que me aconteceu com umas calças há uns anos atrás. Ao chegar a casa, vi que um dos pares que tinha comprado ainda tinha o alarme. A primeira coisa que pensei foi "Ai se isto tivesse apitado, que vergonha!".

E tirar aquilo? Missão quase impossível. Como é óbvio, tive vergonha de voltar à loja, ainda iam pensar que as tinha roubado, então passei a tarefa ao meu pai. Ele foi de alicate, ele foi de chave de fendas, quase que esburacou as calças mas aquela coisa lá saiu. Só vos digo, não é tão simples quanto parece.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Resumo do dia de hoje

1. Inundação na cozinha
2. Ingestão de produto calórico achocolatado com a querida Maguita
3. Às escuras dentro do comboio no regresso a casa

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Será mito o que dizem?

Está certo que não tenho muita experiência nestas coisas, mas hoje fui à Segurança Social e despachei-me em menos de 1 hora. Será sorte de principiante?

Primeiro tive de passar por uma triagem em que a senhora da receção me disse que tinha de tirar a senha A com um ar ligeiramente assustador. Depois, a Sra. Segurança simpaticamente abriu a máquina das senhas e deu-me a tal. Nisto aguardei que passassem os 10 números que tinha à minha frente (nada mau, hein?) e fui atendida por uma outra senhora, pasmem-se, ainda mais simpática. Quase lhe perguntei onde estava a câmara, porque até parecia que era para os apanhados. Nisto, ficou tudo resolvido em 2 minutos. Vá, 3 e meio. Há coisas fantásticas, não há? 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E uma pessoa ainda tem de aturar isto

Depois de um dia de trabalho, chego a casa, troco de roupa e lá vou eu para a caminhada. Já quase a chegar, reparo no carro atrás de mim. Sua excelência não quis ultrapassar, apenas meter o focinho de lado numa de pressionar.

Continuo na minha e faço pisca para estacionar. Sua excelência faz-me sinal de luzes. Paro o carro no meio da estrada e pergunto o que sua excelência quer. Barafustou. Faço a manobra muito devagar, só para o irritar. Apitou-me e eu apitei-lhe também, para ele ver que também o sei fazer. Passo-me com condutores parvos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mais um telefonema

Hoje recebi um telefonema de uma entidade bancária na qual tenho conta para me falar de um cartão de crédito. Resumo:

Bla bla bla, muito bom, passarinhos e borboletas, bla bla bla, seguro de viagem e bagagem, bla bla bla "e queríamos enviar-lhe o código para casa". Eu, na minha ingenuidade, perguntei o valor da anuidade. Resposta: 75€. "Desculpe, disse quanto?", perguntei na certeza de que teria ouvido mal. "75 euros".  O meu cérebro demorou uns segundos a processar a informação... S-E-T-E-N-T-A e C-I-N-C-O euros. Respondi que já tinha e nem pensar que iria mudar para um tão caro. "Mas olhe que tem seguro de saúde incluído". Por mim, até podia oferecer pastéis de nata.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

São todos muito simpáticos, mas o problema continua

Nas próximas eleições vou candidatar-me a Presidente da Junta da minha terriola. Nada funciona aqui sem eu barafustar. Em agosto enviei um e-mail com fotos de um buracão à porta dos meus vizinhos que estava ali há séculos. Apesar de não ser na minha entrada, só de olhar para o lado aquilo enervava-me. Não sei se alguém já tinha reclamado, mas é certo que passado um mês, mais coisa menos coisa, vieram arranjar.

Agora é o poste de eletricidade da rua cuja lâmpada está sempre a acender e a apagar. Se calhar eu é que sou esquisita, porque parece não afetar nenhum dos meus vizinhos.

O mês passado liguei e disseram que vinham arranjar num prazo de 10 dias. Hoje liguei novamente e o rapaz todo simpático "sabe, se calhar é uma avaria mais complicada, mas eu vou reforçar o pedido". Claro que a tradução disto é "nunca mais nos lembrámos e temos mais que fazer do que ir arranjar uma lâmpada na tua rua". Mas pronto, pelo menos foi simpático. Só faltou dizer que vinha cá ele arranjar.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Afinal sou uma rapariga de sorte

A minha box morreu, ou melhor, esteve em coma 2 dias e hoje foi desligada das máquinas. Com ela desapareceram inúmeras horas de divertimento. Estou uma lástima...

A parte engraçada da situação é que o técnico nem foi confirmar o problema: eu a gastar o meu latim e quase a chorar por ter noção de que iria perder as gravações todas e ele simplesmente trocou-a (que homem insensível!). 

Há uns tempos foi o modem da Internet que avariou. Quando questionei o técnico se era "normal" durar tão pouco tempo (era ingénua ao ponto de pensar que 4 anos seria considerado pouco tempo), respondeu-me que tive muita sorte por durar tanto.

Agora perguntei se as boxes costumam avariar com facilidade, uma vez que esta tinha pouco mais de ano e meio. "Teve muita sorte", respondeu. Mas de que me serve a dita sorte se fiquei sem 357 episódios de séries gravados por ver, hein?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Conversa telefónica desta manhã

Eu - Estou?
Menina - Estou sim, boa tarde!
Eu - Bom dia...
Menina - Ah sim, ainda é bom dia...

bla bla bla

Menina - Estamos a fazer testes gratuitos à qualidade da água e era para agendarmos uma hora para o técnico ir aí.
Eu - Não estou interessada.
Menina - Mas é gratuito!
Eu - Não estou interessada.
Menina - Mas não quer saber o que anda a beber?
Eu - Já sei onde isso vai parar, aqui há tempos recebi o mesmo telefonema e também recusei.
Menina - Mas ó Dona Liliana...
Eu - A seguir vem a história dos filtros de água...
Menina - Mas não há nada para comprar...
Eu - Não estou interessada.
Menina - Mas Dona Liliana, só compra se quiser, ninguém a obriga.
Eu - Está a ver? Primeiro disse não havia nada para comprar, agora diz que só compro se quiser. Não vale a pena perdermos mais tempo, não estou MESMO interessada.


O telefonema que recebi há tempos foi mais elaborado, porque primeiro era só para fazer um inquérito e responder a 3 ou 4 perguntas sobre o consumo de água. Uns dias depois ligaram novamente a dizer que tinha sido "selecionada" para receber gratuitamente um técnico em casa para testarem a qualidade da água, que recusei gentilmente. Esta de hoje foi mais direta, não deixando de realçar que eram estudantes e era só para "ajudá-los", tentando fazer-me sentir culpada por não estar a colaborar. E eu até nasci ontem, pois claro.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma informação, por favor

Alguém me sabe dizer se hoje é o dia nacional da pesca ou algo que o valha? É que na minha caminhada habitual junto ao rio, dei por mim quase a tropeçar em várias canas de pesca pelo caminho fora.

E a vontade que tive de dar um pontapé naquilo tudo? Então está aquele percurso repleto de atletas como moi-même a fazer o seu jogging e deparamo-nos com aqueles obstáculos? Aquilo lá é sítio para pescar? Além disso, qualquer peixe oriundo daquela parte do rio deve fazer mais mal que comer uma alheira.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

E agora, quem protege os passarinhos?

Está um gato a viver no meu telhado. Quer dizer, não será bem viver, vou reformular: já vi um gato no telhado duas vezes. Na primeira, foi espreitar-me à janela e ia dando um salto na cadeira. Há dias, já a escurecer, pareceu-me ver umas orelhas a passar ali fora, mas achei que estava a alucinar. Ontem ouvi um barulho, fui espreitar e... lá estava ele. Não consigo entender como consegue ir ali para cima, a não ser que seja do vizinho do lado e vá pela janela do sótão.

Então, mas e agora? Os passarinhos gostam de fazer ninhos por baixo das telhas e resolve vir um gato cor de laranja importuná-los?

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Reclamação

Exº. Sr. Responsável pela Esquadra da Torre da Marinha, venho por este meio queixar-me apresentar uma pequena reclamação pelo que aconteceu esta manhã. Ia eu em excesso de velocidade com toda a tranquilidade em direção à estação do Fogueteiro quando, a dada altura, uma viatura policial resolveu parar no meio da estrada para deixar sair os respetivos agentes. O condutor do raio do carro da viatura resolveu permanecer parado, enquanto eu e o carro da frente tentávamos, em vão, ultrapassá-lo, uma vez que resolveram vir 50 carros em sentido contrário naquele preciso momento.

Posto isto, o Sr. Agente lá se deve ter apercebido que não podia estar a empatar o trânsito e resolveu arrancar. No entanto, para não perder o comboio devido a este contratempo, fui obrigada a correr. Imagine-se, correr! Vossa excelência não deve saber, mas a Lily não corre. Ou melhor, sou capaz de correr se o Lidl estiver a fechar e precisar urgentemente de gelados ou, eventualmente, num qualquer aeroporto para apanhar um voo de ligação.

Assim sendo, espero ser devidamente compensada pelos danos causados. Aceito escolta policial todas as manhãs durante 2 semanas.

Atentamente,
Lily

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lily às escuras


Teclava eu furiosamente um pouco antes da 1 da manhã para terminar um trabalho quando de repente... caput... Caput? Caput agora não, o que é isto pá? E fiquei a olhar para a luz do portátil enquanto tudo ao meu redor estava às escuras. Sim senhora, bonita altura para um apagão (podia dizer simplesmente "faltar a luz", mas assim fica uma situação mais dramática).

E o que fazer quando estamos às escuras no andar de cima? Pegamos no telemóvel e iluminamos as escadas a ver se não nos matamos com algum trambolhão enquanto vamos buscar uma luz alternativa. Apesar de já ter confirmado pela janela do escritório que estava tudo às escuras no exterior (excepto uma zona lá mais ao fundo, raios partam que ali daquele lado havia luz), resolvi ir à varanda porque havia um alarme que teimava em não se calar. Só faltava ser um ataque terrorista e eu com um trabalho para entregar, é que não dava jeito nenhum. Posto isto, fiquei um bocado à espera a ver se a luz voltava. Resolvi desligar o portátil e poupar o resto da bateria, pois não sabia se teria de me ligar ao mundo mais tarde.

Às tantas resolvi ir para a cama, sempre era mais útil. Fez-me falta foi a TV, porque eu gosto de ver o AXN antes de dormir. Estou a tentar adormecer e nisto tudo em casa começa a apitar. É a ups, é o telefone sem fios, é o ar-condicionado, um festival (a luz tinha voltado, daí esta euforia toda). A ups e o telefone já sei que apitam, agora de repente ouvir o a/c a ronronar e a piscar uma luz irritante que se me entrava pelos olhos adentro, isso é que não. E pronto, resolvi levantar-me e ir ligar e desligar os aparelhos para não ficarem a piscar eternamente,

Entretanto o trabalho estava inacabado, claro. Resolvi pôr o despertador para uma hora que até dói só de pensar (7:30, embora só me tenha conseguido levantar às 8:30) para acabar a tradução e avisar o cliente que ia entregar um pouco mais tarde. Lá devem ter ficado a pensar que isto dos apagões é uma boa desculpa para não entregar as coisas a horas.

No final tudo se resolveu, mas cheguei à conclusão que não gosto de ficar totalmente às escuras. Gosto da luminosidade dos números do despertador e da luz do candeeiro lá fora que deixo passar um pouco pela janela, senão só me levanto lá para o meio-dia. Sim, porque não sou como certas pessoas com quem já fui de férias e que me pedem para tapar as horas que estão na TV do quarto de hotel com um cachecol porque "incomodam" (essa não me vou esquecer tão cedo, ó Maguita :D).

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Domingo quase explosivo

Domingo cheguei a temer pela vida. Estava eu na cozinha com a minha mãe quando começámos a ouvir um barulho. Estava para dizer "deve ser o frigorífico" quando vejo a TV a deitar fumo. Parecia que estavam a fritar batatas dentro da televisão e as deixaram queimar. A minha mãe toda aflita, a chamar pelo meu pai e eu, que nem heroína, vou desligá-la antes que começasse a incendiar. Confesso que ainda pensei "e se agora esta merda resolve explodir?", mas não hesitei.

Resultado: um cheiro horrível na casa, uma TV no lixo e zero feridos.

Entretanto cheguei à conclusão que a minha mãe se assusta facilmente e fica logo aflita (aquilo a deitar fumo e eu a dizer-lhe "ó mãe, tem lá calma" lol), e que eu não tenho bem noção do perigo, entro simplesmente em acção. Claro que em caso de sismo fico na cama a ver o candeeiro a baloiçar, mas isso é outra conversa.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Aventura de sexta-feira

Cabeleireiro marcado para as 18h. Saio de casa às 17:15, visto que ainda tenho de pôr gasolina. Chego à bomba. Dezenas de carros. Respiro fundo e permaneço calma. Chega finalmente a minha vez. Saio do carro. Tento abrir a tampa do depósito. Não abre. Volto dentro do carro, fecho e abro as portas. A tampa do depósito permanece fechada. Tento abrir à força. Simplesmente não dá, o sistema de fecho é demasiado bom. Fecho e abro novamente as portas. A tampa do depósito permanece fechada. Saio da fila e páro mais à frente. Torno a insistir. A tampa do depósito teima em permanecer fechada. Vou à bagageira. Puxo um certo cordel branco e por ali está. Consigo accionar a abertura de emergência. A tampa do depósito destranca finalmente. Continuam as dezenas de carros. Peço a um senhor para me deixar fazer marcha-atrás e meter novamente na fila. Sorriu e respondeu "faça favor". Meti gasolina. Agradeci. Fui pagar. A senhora da caixa mete-se comigo: "a Sra estava ali com uma aventura". Minha resposta: "nem me diga nada". Fui embora. Meti-me por atalhos. Quase voei com o carro. Chegada ao cabeleireiro: cerca das 18:10. Saldo final: nada mau.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Eu e a PJ

Ao fazer um comentário num dos posts anteriores, referi a PJ e lembrei-me de uma situação que passei há uns anos com esta entidade. Já  sei o que estão a pensar neste momento: "A Lily tem ligações à Pê Jota???"

O acontecimento remonta ao ano de 2005. Um sábado de manhã tocam à porta. O meu pai vai abrir e era a GNR. Perguntou por mim, o meu pai foi-me chamar... Perguntou ao polícia o que era, mas ele não abriu a boca. Eu cheguei à porta... pediu-me o BI... fui buscar... tornei a vir... escreveu... escreveu... não dizia nada... perguntei qual era o problema... cara séria... continuou sem falar... nisto diz assim "a senhora tem um automóvel com esta matrícula?"... confirmei... "então na terça-feira apresente-se no posto e não se esqueça da viatura"... continuei sem perceber nada... "mas afinal do que se trata?"... respondeu que não sabia ao certo, apenas estava a entregar a notificação, aquilo vinha de Lisboa, da PJ...

E pronto, passei o resto do fim-de-semana a pensar no que raio seria aquilo. Perguntei ao meu pai o que tinha andado a fazer com o meu carro (porque ele na altura costumava andar com ele às vezes). Resposta "EU??? Não andei a fazer nada, estás parva??" E eu a pensar "é bom que não tenhas feito nada, senão quem vai pagar as favas agora sou eu". Mas adiante...

Chegou a terça-feira. Lá fui eu para o posto da GNR, com o meu carro e os meu pais, claro. Sim, que eles não iam deixar a filhota ir presa sem mais nem menos.

Cheguei e mandaram-me aguardar pelos inspectores. Pensei eu "que giro, parece a cena de um filme". Nisto vejo chegar uma outra pessoa com um carro da mesma marca, modelo e cor do meu. A matrícula era quase igual, apenas mudavam os últimos números. De repente fiquei mais descansada, pelo menos havia mais suspeitos. Chega um carro, saem de lá dois tipos, pensei logo "são estes, têm mesmo pinta de inspectores".

Nunca estive muito preocupada, pois sabia que não me tinha metido em nenhuma alhada. O meu único receio era que houvesse a denúncia de alguém que afirmasse ter visto o meu carro num determinado sítio, a fazer sabe-se lá o quê. Depois seria a palavra de um contra outro.

Resumindo: estavam a investigar um crime que teria sido cometido com um carro com as características do meu.

PJ: Agora imagine quantos carros Seat Ibiza cinzentos existem em Portugal. Temos de os investigar a todos...

Começou por tirar fotos ao carro e fez-me várias perguntas sobre o mesmo: se alguma vez tinha tido um acidente, quando tinha ido à revisão pela última vez, se alguma vez foi assaltado, coisas banais. Depois começou a ser mais específico: se costumava ir ao Estoril, se já tinha ido ao autódromo... Depois "a" pergunta (esta sim, parecia ter saído de um filme): "Onde esteve no dia x de Abril"? Por acaso respondi de imediato, pois tinha regressado da Holanda no dia de trás, portanto lembrei-me logo que dia era. Disse que tinha estado em casa, que tinha regressado no dia anterior de uma viagem. Pensei "raios, por um dia que não tinha o álibi perfeito". Ele anotou tudo, no final mandou-me ler e assinar. Disse para não me preocupar mesmo que me voltassem a contactar, mas que em princípio não haveria problema.

Nunca mais tive notícias deles, felizmente. Gostei do inspector, era simpático.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Hoje estou especialmente contente



Cheguei há pouco a casa de um encontro com duas amigas. Fomos ao cinema, jantar e claro que começámos logo com uma aventura. Nunca me tinha acontecido, mas entrámos na sala errada... Podia jurar que tinha visto o nº 7 à entrada, quando na realidade era o 1... Digo em minha defesa que os números eram quase idênticos e o facto de ter a sala 8 em frente só fez com que tivesse ainda mais certeza (pelo menos pensava eu).

A Sofia começou logo a resmungar, porque tinhamos pedido ao fulano da bilheteira lugares centrais e aqueles de centrais não tinham nada. Já dizia que no final ia lá falar com ele para lhe fazer um desenho. Claro que nos sentámos noutros lugares que não os nossos, pelo menos enquanto ninguém os viesse reclamar.

Nisto o filme começou e diz a Sofia "Mas o filme é este? Não pode ser isto..." Eu e a Carla só nos riamos. O curioso é que quando nos sentámos, no meio de uma pipoca e outra, dizia a Carla "Hum... não me parece que estas pessoas vão ver o Precious", ao qual a Sofia respondeu "Epá, estás a ser preconceituosa!"

Entretanto a Sofia resolveu confirmar com a rapariga do lado que filme era. Nisto o telemóvel dela cai e toca a apontar com a luz dos nossos para todo o lado a ver se o encontrávamos. Depois disso, lá saímos e fomos para a sala certa.

Sentámo-nos ao lado de duas senhoras, mas só durou uns minutos, porque elas resolveram mudar de lugar. Esta parte não percebi: seria de estarmos as três a comer pipocas, a rir e a falar imenso? Mas o filme ainda não tinha começado e nós sabemos comportar-nos como deve ser, ora essa. Seja como for, toca a mudar para os lugares delas para ficarmos mais ao centro. No final fomos jantar e tivemos uma conversa agradável.

Isto tudo apenas para dizer que me diverti muito. Comentava eu com elas que quando regresso ao lar depois de me encontrar com amigos, sinto-me mais leve e feliz. Sinto porque é bom estar entre amigos, principalmente quando são especiais. Faz bem dizer disparates e sobretudo rir que nem umas doidas. Obrigada à Carla P. e à Sofia pela excelente noite, adoro-vos!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sim, até era uma criança sossegada

A minha amiga Carla P. escreveu há pouco um post sobre as suas aventuras enquanto jovem (in)consciente e quando estava a comentar, lembrei-me de que o que ia escrever também dava um post, então aqui fica.

Até hoje nunca parti nenhuma parte do meu corpo e era uma criança considerada sossegada, para bem dos meus pais (e meu, vá). No entanto, não é razão para não ter passado por algumas situações.

Não me lembro da idade que tinha nesta altura, mas ainda era bastante miúda. Era mais uma bela noite no reino da Lily quando a minha mãe resolveu vestir-me a camisa de dormir. Puxou-me o braço para passar na manga e... bom, digamos que o braço não ficou na posição esperada e toca a ir para o hospital com uma deslocaçãozita. Só tenho flashes desta noite, lembro-me da zona do quarto onde estava, da minha mãe a puxar-me o braço, de começar a berrar e de estar numa maca do hospital com uma enfermeira a puxar-me o braço para o pôr no sítio, ter dores que eu sei lá, chorar imenso e de pensar "deixa-me o braço em paz!!!!!!!!"

Também me lembro de andar às cavalitas do meu pai e espetar com a cabeça no chão, mas pronto, são coisas que acontecem.

A mais grave delas todas foi a que originou a marca que tenho um pouco abaixo do joelho direito. Um dia a mãe da Lily resolveu pô-la em cima da bancada da cozinha e dar-lhe de comer ali. Não se questionem pelo motivo de eu estar nesse local porque eu própria já deixei de o fazer. Digamos que eu era muito chata para comer e qualquer coisa servia para me distrair. Virou-se por uns breves momentos e eu achei que estava na altura de descer. Então virei-me e deslizei pela bancada abaixo. Teria corrido tudo bem caso não me tivesse esquecido dos puxadores dos armários que estão por baixo que, por sinal, são bicudos... Lá fiquei com um rasgão na perna e a minha mãe só via sangue por todo o lado... e pronto, esta foi a aventura mais radical da minha vida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

O regresso

Esta semana regressei ao escritório e deu para matar saudades: dos colegas, das gargalhadas, dos bons momentos, dos stresses, das pequenas discussões.

Estava tão desabituada de ter passe que na segunda, ao chegar à entrada do parque da estação, em vez de colocar o bilhete próprio para abrir a cancela, carreguei no botão e tirei um novo. Fiquei a olhar para aquilo como se algo estivesse mal (e de facto estava). Entretanto lá validei o meu e segui.

Uma das vantagens de andar de comboio é poder aproveitar o tempo para fazer outras coisas, como ler. Nem sempre é fácil. De manhã as pessoas vão meio adormecidas, portanto dá para me concentrar e ler calmamente. Ao final do dia é mais complicado: estão todos mais eléctricos, na galhofa, a barafustar, etc. Numa das viagens de regresso, ouvia alguém a falar ao telemóvel "O quê?? Naaaaaaaa, eu cá não vou pedir desculpas nenhumas!!! E ainda lhe devia dar umas lambadas na cara!!". Foi algo deste género, mas enfim, sem comentários...

Normalmente evito sentar-me perto de crianças. Não que tenha alguma coisa contra, apenas porque sei que assim não conseguirei ler tranquilamente. Ontem na viagem de regresso a casa, sentou-se uma mãe e um filho à minha frente. Confesso que a minha mente ainda pensou "mais para a frente, mais mais", mas não pude evitar (e pronto, agora estão a pensar que eu sou mázinha, mas não é nada disso, nem foi por mal). O miúdo até era engraçado, tinha daquelas caras de malandro mas até era sossegadinho. No entanto, acabei por me distrair com a conversa deles:

Mãe: O que comeste hoje na escola?
Filho: Peixe com arroz de grelos.
Mãe com ar indignado: Foi? E comeste tudo?
Filho: Achas? Comi o arroz, não comi os grelos, mas comi o peixe! (com ar triunfador)

Não aguentei e sorri sem tirar os olhos do livro e pensei "como te compreendo". A Lily tem uns gostos estranhos: gosto de arroz, gosto de grelos, mas não gosto de arroz de grelos. Vá-se lá entender...

Continuando... Nisto fiquei pasmada a olhar de soslaio para o que a mãe tirava da mochila para ele comer: leite com chocolate, biscoitos de chocolate e batatas fritas. Mas pronto, o rapaz até comeu peixe nesse dia.

Entretanto, vou voltar a ficar em casa temporariamente devido a um projecto que vai necessitar de "esticanço" de horário e o facto de ser a semana dos mundiais de patinagem é pura coincidência.