terça-feira, 23 de março de 2010

Corrida à tradução? Não, obrigada

Há uns tempos atrás tive uma pega com um cliente. Sempre me contactaram por e-mail ou messenger e, a partir de certa altura, passaram a enviar mensagens colectivas. O que isto significa? Que as propostas de trabalho são enviadas a várias pessoas e quem responder primeiro, ganha.

Argumentaram que se perdia menos tempo assim, era mais prático para eles, etc. etc. etc. Eu também expliquei o meu ponto de vista e que me recusava a aceitar trabalho nessas condições. Arrisquei, muito, tendo em conta que poderia estar a perder o meu principal cliente, mas tive de demonstrar o meu desagrado. Eu sei que há empresas que fazem isto e, provavelmente, se tivesse sido este o método desde o início, até teria aceite. Como nunca o fizeram e já trabalho para eles há vários anos, recuso-me a participar em corridas. Felizmente as coisas correram bem para o meu lado e voltaram ao esquema antigo, pelo menos comigo.

Entretanto, uma das gestoras de projectos que mais trabalho me dá nessa empresa foi de férias esta semana e eis senão quando, hoje de manhã, recebo um desses e-mails vindo do gestor que a está a substituir.

É que até já tinha saudades, confesso. Aquela emoção de ser uma das escolhidas para receber uma mensagem desse calibre, a adrenalina a disparar por não saber se consigo responder dentro dos 30 segundos seguintes e ganhar a tradução. Sim, seria uma autêntica vitória passar à frente de toda a gente e fazer chegar a minha resposta mais depressa que as de todos os outros tradutores.

Por muito que digam que não, para mim isto é uma corrida e não estou para isto. Nunca fui fã de correr, calha bem! Quer dizer, agora uma pessoa não pode sair do PC uns minutos para ir fazer um xixi porque se arrisca a perder trabalho? Tenham paciência... Corridas? Não, obrigada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

NY


É oficial: dia 8 de Maio pisarei território americano, mais precisamente Nova Iorque. E agora lembrem-se de arranjar outra gripe para me impedir de viajar (como o ano passado, quando já tinha os bilhetes para ir ao México) que eu digo-vos!

Certamente que será uma semana inesquecível...

Sim, até era uma criança sossegada

A minha amiga Carla P. escreveu há pouco um post sobre as suas aventuras enquanto jovem (in)consciente e quando estava a comentar, lembrei-me de que o que ia escrever também dava um post, então aqui fica.

Até hoje nunca parti nenhuma parte do meu corpo e era uma criança considerada sossegada, para bem dos meus pais (e meu, vá). No entanto, não é razão para não ter passado por algumas situações.

Não me lembro da idade que tinha nesta altura, mas ainda era bastante miúda. Era mais uma bela noite no reino da Lily quando a minha mãe resolveu vestir-me a camisa de dormir. Puxou-me o braço para passar na manga e... bom, digamos que o braço não ficou na posição esperada e toca a ir para o hospital com uma deslocaçãozita. Só tenho flashes desta noite, lembro-me da zona do quarto onde estava, da minha mãe a puxar-me o braço, de começar a berrar e de estar numa maca do hospital com uma enfermeira a puxar-me o braço para o pôr no sítio, ter dores que eu sei lá, chorar imenso e de pensar "deixa-me o braço em paz!!!!!!!!"

Também me lembro de andar às cavalitas do meu pai e espetar com a cabeça no chão, mas pronto, são coisas que acontecem.

A mais grave delas todas foi a que originou a marca que tenho um pouco abaixo do joelho direito. Um dia a mãe da Lily resolveu pô-la em cima da bancada da cozinha e dar-lhe de comer ali. Não se questionem pelo motivo de eu estar nesse local porque eu própria já deixei de o fazer. Digamos que eu era muito chata para comer e qualquer coisa servia para me distrair. Virou-se por uns breves momentos e eu achei que estava na altura de descer. Então virei-me e deslizei pela bancada abaixo. Teria corrido tudo bem caso não me tivesse esquecido dos puxadores dos armários que estão por baixo que, por sinal, são bicudos... Lá fiquei com um rasgão na perna e a minha mãe só via sangue por todo o lado... e pronto, esta foi a aventura mais radical da minha vida.

sábado, 20 de março de 2010

Hoje vai ser assim



Hoje o meu lanche vai ser batido de morango e bolo de laranja. Vai ser porque quero, posso e preciso. Estou enfiada em casa a trabalhar e necessito de um incentivo. Alguém me acompanha?

sexta-feira, 19 de março de 2010

O regresso

Esta semana regressei ao escritório e deu para matar saudades: dos colegas, das gargalhadas, dos bons momentos, dos stresses, das pequenas discussões.

Estava tão desabituada de ter passe que na segunda, ao chegar à entrada do parque da estação, em vez de colocar o bilhete próprio para abrir a cancela, carreguei no botão e tirei um novo. Fiquei a olhar para aquilo como se algo estivesse mal (e de facto estava). Entretanto lá validei o meu e segui.

Uma das vantagens de andar de comboio é poder aproveitar o tempo para fazer outras coisas, como ler. Nem sempre é fácil. De manhã as pessoas vão meio adormecidas, portanto dá para me concentrar e ler calmamente. Ao final do dia é mais complicado: estão todos mais eléctricos, na galhofa, a barafustar, etc. Numa das viagens de regresso, ouvia alguém a falar ao telemóvel "O quê?? Naaaaaaaa, eu cá não vou pedir desculpas nenhumas!!! E ainda lhe devia dar umas lambadas na cara!!". Foi algo deste género, mas enfim, sem comentários...

Normalmente evito sentar-me perto de crianças. Não que tenha alguma coisa contra, apenas porque sei que assim não conseguirei ler tranquilamente. Ontem na viagem de regresso a casa, sentou-se uma mãe e um filho à minha frente. Confesso que a minha mente ainda pensou "mais para a frente, mais mais", mas não pude evitar (e pronto, agora estão a pensar que eu sou mázinha, mas não é nada disso, nem foi por mal). O miúdo até era engraçado, tinha daquelas caras de malandro mas até era sossegadinho. No entanto, acabei por me distrair com a conversa deles:

Mãe: O que comeste hoje na escola?
Filho: Peixe com arroz de grelos.
Mãe com ar indignado: Foi? E comeste tudo?
Filho: Achas? Comi o arroz, não comi os grelos, mas comi o peixe! (com ar triunfador)

Não aguentei e sorri sem tirar os olhos do livro e pensei "como te compreendo". A Lily tem uns gostos estranhos: gosto de arroz, gosto de grelos, mas não gosto de arroz de grelos. Vá-se lá entender...

Continuando... Nisto fiquei pasmada a olhar de soslaio para o que a mãe tirava da mochila para ele comer: leite com chocolate, biscoitos de chocolate e batatas fritas. Mas pronto, o rapaz até comeu peixe nesse dia.

Entretanto, vou voltar a ficar em casa temporariamente devido a um projecto que vai necessitar de "esticanço" de horário e o facto de ser a semana dos mundiais de patinagem é pura coincidência.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Not a good day

Hoje o dia não está a correr muito bem. Por onde começar?

1. Talvez pela insónia desta noite e que não tinha há imenso tempo. É que não dei conta sequer de dormir alguma coisa de jeito. Lembro-me de ver passar as horas todas no relógio. Quando vi 7 da manhã pensei "pronto, agora é que não durmo mesmo" e claro que quando o despertador tocou às 8h supostamente para me acordar, mal conseguia ter os olhos abertos. Lado positivo? Com sorte logo deito-me e adormeço em 10 minutos.

2. Quando estou a sair de casa um pouco mais cedo, já a pensar que tinha de comprar o passe, chego à garagem, olho para o portão e vejo o carro do meu pai à frente. Os meus pais foram passar o fim-de-semana a minha casa e nem eu nem o meu pai nos lembrámos que o carro tinha de ser mudado de lugar. Resultado, lá volto eu a casa para ir buscar a chave, mudo o carro de sítio, volto a casa para deixar a chave e claro, lá se foram os meus minutos de avanço preciosos.

3. Fui obrigada a fazer uma condução à maluca estrada fora, com vontade de apitar até a um carro da polícia que seguia à minha frente e nunca mais se despachava, para tentar chegar a tempo à estação. Pensei que mesmo assim iria conseguir, isto se não estivessem 5 ou 6 pessoas à minha frente na bilheteira e claro que uma delas tinha de demorar o tempo das outras todas juntas. Comprei o passe e perdi o tal comboio...

4. Chego a Lisboa e mal saio da estação vejo um senhor já com alguma idade virado para uma parede. Claro que isto não podia ter um bom resultado e lá tive a infelicidade de ver essa pessoa a fazer o seu xixi.

Como se tudo isto não bastasse, chego ao escritório e deram-me logo coisas para fazer. Assim não há condições...

domingo, 14 de março de 2010

Horóscopo de hoje

"Your energy levels will be off the scale, and it could fall to your partner to grab hold of you and pull you down to earth with a thump. You need some fun and recreation, but you do have to attend to the daily realities first. If you are single, unexpected romance is in the air."

E nisto soa automaticamente na minha cabeça a música "Love is in the air", à qual não acho grande piada. Demasiado melosa, lamechas, românticazinha e "ai és o sol da minha vida, gosto muito de ti chuack chuack" para o meu gosto. Seja como for, quem nunca cantarolou esta música algures no tempo que atire a primeira pedra (cof cof).

Mas voltando ao assunto principal: gostei da parte "unexpected romance is in the air". Vou ficar atenta, afinal de contas, a Primavera tem destas coisas...

PS - eu não sou de me guiar por horóscopos, mas acho piada lê-los :D