quarta-feira, 31 de março de 2010

Isto sim foi irritante

Escrever o post anterior fez-me recordar uma situação também passada no comboio há uns anos e que posso dizer que não só me irritou a mim como a carruagem inteira.

Ia um rapaz a ouvir música. Alto. Muito alto. Mesmo muito alto. Tão alto que o som nem parecia estar a sair dos auscultadores mas sim de um hi-fi. Todas as pessoas em redor começaram a olhar e a comentar. Às tantas uma senhora tocou-lhe no ombro. Ele não ligou. Tornou a tocar e ele olhou. Perguntou se não podia baixar a música, visto estar a incomodar as pessoas. Ele acenou que sim com a cabeça e não fez nada. Ficámos todos com cara de "não acredito que isto está a acontecer". E ele continuou a ouvir a música aos berros, tal como todos os passageiros da carruagem...

E antes que o Pedro Oliveira me torne a mandar ir de carro para Lisboa em vez de comboio, como fez num comentário anterior, aproveito para dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Nem eu nem ninguém tem de aturar faltas de respeito seja onde for e esta situação que acabei de descrever não é nada mais do que isso, falta de respeito em relação aos outros. Eu até admito que uma pessoa não se aperceba que está a incomodar, agora quando alguém diz directamente que o está a fazer e nada é feito para mudar a situação, digo-vos, só dá vontade de espetar um tiro na cabeça dessa pessoa.

Preguicite aguda

Hoje vim no comboio em estado completamente apático. Nem ler me apeteceu... Ainda comecei a tirar o livro da mala mas pensei "não, vou ficar aqui a olhar pela janela sem pensar em nada". O silêncio estava a saber bem. Entretanto a rapariga que ia no banco atrás resolveu ligar para alguém. Ainda foi uma conversa longa, mas não me incomodou. Até parecia que me embalava com a sua voz...

A certa altura olhei para os restantes passageiros. Estavam todos a dormitar ou a ler. Um rapaz mais à frente devia estar como eu, pois parecia olhar para o vazio através da janela. Nisto começo a ouvir uma música... alta... Não era a RFM que se ouve regularmente no comboio (sim, o meu comboio tem destes luxos). Era música tipo discoteca. Não consegui confirmar, mas iam 3 adolescentes mais à frente e quase de certeza que o som vinha de um telemóvel. Só não me levantei e fui lá partir aquilo tudo porque estava com preguiça.


segunda-feira, 29 de março de 2010

A geração que questiona e adia a maternidade

Acabei de ler um post do blogue A vida de saltos altos e faço questão de o colocar aqui.

Não vou alongar-me mais porque o texto é bastante explícito. Quero apenas acrescentar que, qualquer que seja a razão pela qual uma mulher resolve adiar ou até mesmo não ter filhos, deve ser respeitada.

"Muita tinta tem corrido no país, e no mundo, sobre a questão das mulheres adiarem, cada vez mais, a idade de ter filhos. Confesso que quem trabalha mais de 8 ou 9 horas por dia, que gosta de dormir nas manhãs de fim de semana e até gosta de sentir direito a ter vida pessoal, aliado ao facto de ter um rendimento mensal miserável, num país que considera 800 euros um ordenado acima da média (e que se o PEC for aprovado vai também sofrer agravamento a nível de impostos), de facto, a ideia de ter filhos aliada à falta de segurança, decididamente não combina, a não ser que vejamos o tiro no pé como saída mais aceitável.

Sim até pode parecer egoísta, e possivelmente muita gente se poderá insurgir contra este facto, mas o certo é que ser uma mulher criadora é inversamente proporcional à procriação, a não ser que, se tenha dinheiro suficiente para pagar a uma empregada e a uma ama, para ter a casa em ordem, ou então ter um marido rico para pagar todas as contas, nos permitir ir ao ginásio 2 a 3 vezes por semana, e ainda pode comprar, sem pensar se vamos ficar sem dinheiro para as papas da criança, algo que nos dê alguma alegria, sem ser o simples facto de ser mãe. Estas últimas opções parecem-me novamente o equivalente ao tal tiro no pé.

Geração de 40 e geração de 70

Os casais tinham, na sua maioria, filhos na casa dos 20, conseguiam vê-los crescer, e passar férias juntos, porque as próprias empresas fomentavam a importância da vida familiar, através de contratos de trabalho justos, sem recibos verdes, que inclusive - creio que até ao final dos anos 90, talvez um pouco menos -, estavam restringidos aos profissionais independentes, que tal como o nome indica, eram independentes, sem vínculo a qualquer entidade patronal.

Hoje em dia, o que se passa em Portugal é o arrastar das situações precárias de uma espécie de emprego ad eternum, a recibos verdes, sem direito a férias, subsidio de férias ou Natal e que, ao mínimo abrir de olhos troca o mais fiel e dedicado dos colaboradores, por um estagiário que muito deixa a desejar, mas que é solteiro e sem filhos, e que se disponibilize até a ganhar menos, porque vive em casa dos pais e, como tal não tem contas para pagar.

Depois existem os sobreviventes, e digo "os", porque são homens e mulheres (apesar delas, em média, continuarem a ganhar menos, a fazer o mesmo ou mais que os homens com a mesma qualificação) que continuam a trabalhar precariamente, a pensar no dia em que chegam à empresa e lhe dizem que a partir do dia seguinte podem ficar em casa, e porquê? Porque infelizmente se têm de sujeitar a esta situação, pois há muito os pais lhes deixaram de pagar as contas, e, pelo contrário, têm de pagar horas extra a uma ama ou babysitter, por que os filhos não têm ninguém com quem ficar, quando têm de ficar até às 21 ou 22 horas no seu local de trabalho.

Ter filhos... talvez aos 40

Hoje em dia uma mulher adia os filhos por praticamente uma década ou mais, porque quer dar o seu melhor, atingir um lugar de topo e provar que não existe apenas para procriar, mas sim para criar algo que não seja um bolo, um bordado a ponto cruz ou umas botinhas para o bebé que gostaria de ter.

Nos dias que hoje correm, uma mulher adia a maternidade porque numa entrevista de emprego lhe perguntam se quer ser mãe, e vê muitas vezes a sua candidatura rejeitada, porque ao nascer lhe foi dado o dom de dar a vida.

Hoje em dia uma mulher adia a maternidade porque quer ter direito de chegar a casa depois do emprego e não ter de preparar biberons, trocar fraldas e porque quer dormir, ou relaxar no ginásio depois de um dia de loucos no trabalho.

Actualmente uma mulher adia a maternidade porque muitas vezes o companheiro está desempregado, e com o seu mísero ordenado mal consegue sustentar duas bocas, uma renda, contas da luz e do gás e conseguir deitar a cabeça sem pensar como vai explicar à entidade patronal que tem de faltar no dia seguinte, porque o bebé está doente e passou toda a noite com ele nas urgências de um hospital.

Então, será que ainda existem dúvidas sobre o porquê das mulheres adiarem a maternidade?"

domingo, 28 de março de 2010

Hoje sinto-me assim




Depois do dia excelente de ontem, hoje sinto-me com sono, preguiça, sem vontade de sair do sofá e de frente da TV. Sim, acho que é isso que vou fazer hoje.

Além disso, acho que estou a sofrer de uma espécie de jet lag. Deve ser por causa da mudança da hora...

SYTYCD

Estou neste momento a ver o So You Think You Can Dance e acabei de ver esta coreografia. Gostei, muito.

sábado, 27 de março de 2010

Será grave?

Hoje à tarde passei por uma situação que ainda não consegui perceber se é preocupante ou não.

Depois de um almoço com uma companhia muito agradável, fui tomar café, ou neste caso, um sumo de laranja, com uma amiga que não via há uns meses e a seguir fui às compras. Depois de ter concluído com êxito a tarefa obrigatória Ir à Worten Comprar Router, fui ao supermercado. Comprei tão somente pão, laranjas, pastilhas e vá, uns docitos.

Primeiro, constatei que demorei mais tempo a escolher o pão e as laranjas do que os doces. Quando cheguei à caixa, paguei 16€. Tendo em conta que 90% das compras eram doces, será grave?

Como se isto não bastasse, com tanto canal de cólidade, tenho estado a ver o concurso do Malato. É que se for caso para me preocupar, é melhor internarem-me com direito a colete de forças.

Muito zangada

Estou zangada, MUITO zangada!!

Eu que estava feliz da vida, tinha de acontecer algo para dar cabo da minha boa disposição.

Como hoje não ia estar em casa à tarde e não podia ver a patinagem, resolvi deixar a gravar. Instalei-me devidamente no meu sofá de tátil no colo para ir blogando e vendo o programa. Até aqui tudo perfeito. Começo a ver e chego a uma terrível conclusão: resolveram dar 2 horas de ciclismo e apenas transmitiram, em diferido, a prova de 4 patinadoras. O maior problema nem é o não ser em directo (apesar de ser isso o previsto), mas o facto de terem alterado toda a programação, terem transmitido o raio do ciclismo e não darem o MUNDIAL DE PATINAGEM!!!! MAS O QUE É ISTO PÁ?? Estou chocada!

QUATRO PROVAS?? QUATRO???? Como costuma dizer a minha amiga Maguita, what the fuck?!?!?!?! Sim, usei a f word porque estou mesmo muito irritada!

Nem sequer vi a minha querida Carolina Kostner que estava no 4º lugar após a 1ª prova!!! Estou que nem posso. Só me apetece é ganir!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!