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segunda-feira, 15 de março de 2010

Not a good day

Hoje o dia não está a correr muito bem. Por onde começar?

1. Talvez pela insónia desta noite e que não tinha há imenso tempo. É que não dei conta sequer de dormir alguma coisa de jeito. Lembro-me de ver passar as horas todas no relógio. Quando vi 7 da manhã pensei "pronto, agora é que não durmo mesmo" e claro que quando o despertador tocou às 8h supostamente para me acordar, mal conseguia ter os olhos abertos. Lado positivo? Com sorte logo deito-me e adormeço em 10 minutos.

2. Quando estou a sair de casa um pouco mais cedo, já a pensar que tinha de comprar o passe, chego à garagem, olho para o portão e vejo o carro do meu pai à frente. Os meus pais foram passar o fim-de-semana a minha casa e nem eu nem o meu pai nos lembrámos que o carro tinha de ser mudado de lugar. Resultado, lá volto eu a casa para ir buscar a chave, mudo o carro de sítio, volto a casa para deixar a chave e claro, lá se foram os meus minutos de avanço preciosos.

3. Fui obrigada a fazer uma condução à maluca estrada fora, com vontade de apitar até a um carro da polícia que seguia à minha frente e nunca mais se despachava, para tentar chegar a tempo à estação. Pensei que mesmo assim iria conseguir, isto se não estivessem 5 ou 6 pessoas à minha frente na bilheteira e claro que uma delas tinha de demorar o tempo das outras todas juntas. Comprei o passe e perdi o tal comboio...

4. Chego a Lisboa e mal saio da estação vejo um senhor já com alguma idade virado para uma parede. Claro que isto não podia ter um bom resultado e lá tive a infelicidade de ver essa pessoa a fazer o seu xixi.

Como se tudo isto não bastasse, chego ao escritório e deram-me logo coisas para fazer. Assim não há condições...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Mau feitio


Há dias estava a conversar com a Carla sobre a nossa viagem a Itália e recordámos uma situação passada num supermercado e que me deixou, no mínimo, em choque (a qual será devidamente descrita no outro blogue aqui ao lado, a seu tempo). Nisto, a minha querida amiga sai-se com esta: "Posso dizer que já vi a Lily em choque e zangada, muito zangada" e sugeriu que devia existir uma t-shirt assim:


Não sei por que motivo certas pessoas acham que tenho mau feitio, só porque me viram num estado prestes a espetar uns belos iogurtes na cara de uma pessoa nesse tal supermercado italiano...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O regresso


Depois de uma temporada a trabalhar em casa, regressei hoje ao escritório. Eu que vinha toda animada, pois também é bom o convívio com os colegas e até já tinha algumas saudades. No entanto, mal saí de casa e quase me arrependi de o ter feito.

Não, não me aconteceu nada de mal ou de grave. Apenas lidei com o típico mau humor (especialmente matinal) tão presente na maioria das pessoas.

Eu não sou uma pessoa nada matinal. Confesso, é verdade. O meu pai passa-se comigo, porque ele é daquelas pessoas que mal acorda se põe a cantar, a assobiar e diz "bom dia!" todo animado. Depois eu respondo num "bom dia" meio a resmungar e sem energia nenhuma, ao qual ele responde "tu e essa tua cara". Peço desculpa por não começar logo a pular em cima da cama de alegria, mas preciso de uns minutos até despertar totalmente e atingir o meu estado normal. 20 minutos depois tudo bem, já ponho o meu sorriso característico e siga o dia.

Quando saio de casa de manhã para ir trabalhar, posso dizer que já estou no modo normal: vou para o carro, ligo o rádio, vou a cantarolar durante o trajecto e se precisar de lidar com alguém, faço-o com um sorriso nos lábios, simpática e, acima de tudo, de forma educada.

Ora estou eu na entrada do parque da estação, carrego no botão para tirar o bilhete e... nada... A máquina fica "fora de serviço" e eu suspiro. Pára uma senhora atrás de mim (que deve ter ficado 10 segundos dentro do carro) e nisto sai disparada. Antes que ela dissesse alguma coisa, digo-lhe que a máquina tinha acabado de ficar fora de serviço. Ela, de uma forma ligeiramente brusca, diz "tire o bilhete e resolva depois o problema, é assim que eu faço". Então, ponho uma cara de parva (apesar de continuar a sorrir) e digo "pois, é isso mesmo que estou a tentar fazer, porque preciso MESMO do bilhete do parque...". Nisto carrego no botão e aviso o funcionário do problema da máquina. A outra condutora voltou para o carro e prontamente veio uma funcionária toda simpática resolver o assunto.

Eu também ia apanhar o comboio, também me queria despachar e não estava propriamente a querer ficar dentro do carro à espera, mas adianta alguma coisa resmungar? Se ela tinha pressa, eu também tinha portanto teve de esperar o mesmo que eu e acabou.

Continuei a sorrir e desejei um bom dia à funcionária do parque. E para voltar ao bom humor, nada como ir a ler o livro da Pipoca no comboio :D


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sem tv, sem net, sem nada...


Costumo dizer que só quando nos habituamos a ter uma coisa é que passamos a sentir falta da mesma quando deixamos de a ter. Todos nós já vivemos sem telemóveis, microondas, televisão por cabo ou Internet e não deixávamos de contactar as pessoas ou aquecer o leite. Agora quando uma pessoa fica sem Internet, epá, isso é que já é demais.

Então regresso eu hoje de manhã a casa depois do fim-de-semana natalício prolongado, contentinha da vida, ligo o portátil para começar a trabalhar e reparo no modem... luz de alimentação acesa, uma outra a piscar furiosamente e as restantes apagadas. Ora isto não é bom sinal. Depois de me certificar de que estava tudo bem em termos de ligações fui verificar se tinha TV e eis que tive a confirmação: estava isolada do mundo, sem TV, telefone e Internet. E assim fiquei, até perto das 15h.

Valeu a pen usb para me ir ligando pontualmente para controlar o mail e avisar a quem de direito que ainda estava viva e a trabalhar normalmente. Felizmente podia trabalhar sem necessitar da Internet, mas é um facto que as pessoas estranham logo. Dizia-me uma das minhas colegas que andava a ver quando me apanhava no messenger para me pedir uma coisa. E sim, estou a falar de trabalho. É que estar online no messenger faz parte da comunicação diária com amigos e colegas de trabalho. É uma tarefa diária tal como ir ver as mensagens lúdicas, ler as notícias online ou ir ao facebook. E acontece isto logo hoje que tinha tantas prendas para abrir no farmville...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O meu primeiro sismo


Nunca pensei começar um post com o título acima, mas aqui vai... Tudo se passou esta madrugada, mais exactamente à 1:37. Estava meia a dormir, meia a ver a série Mentes Criminosas e a pensar "desliga mas é a TV que já não estás é a ver nada", mas claro que a TV continuou ligada e eu quase a adormecer. Nisto começo a ouvir um barulho e primeiro pensei que era o meu vizinho do lado no seu Subaru artilhado (que o som daquilo mais parece o de um tractor). Mas não podia ser, o barulho vinha de mais longe. Parecia quando ouvimos um trovão ao longe e pensei "agora só falta vir uma trovoada para não me deixar dormir". Mas também não era bem, pois o barulho era contínuo.

Lá continuei a ouvir um bbbbrrrruuuummmm longínquo e nisto a cama começa a tremer ligeiramente e eu a pensar porque raio estava a tremer se estava tão quentinha e nisto a cama treme mais e penso "caramba, não sou eu, é a cama!! É um sismo!!" Olho para cima e vejo o candeeiro a baloiçar... continuo sentada na cama a olhar para o candeeiro a baloiçar cada vez mais. Nisto parou... silêncio absoluto... eu quieta e o candeeiro de um lado para o outro... deitei-me... levantei-me... fui andar pela casa... fui espreitar à janela... o silêncio continuava... fui novamente para a cama pensar no que fazer se houvesse uma réplica... "ok, se for assim fico aqui sossegada, se for mais forte piro-me daqui para fora". Meto a TV na SIC Notícias e vejo o noticiário das 2h. Confirma-se, sismo de grau 6...

Considero que sempre tive um pensamento racional, mas assusta-me a parte de ter ficado a olhar para o candeeiro inclusive a pensar que se por acaso ele caísse, seria em cima das minhas pernas. No entanto, fiquei quieta a ver no que aquilo dava. Quero acreditar que se fosse caso disso, teria a reacção de me proteger. Foram segundos que pareceram uma eternidade...

Tratou-se de um sismo de magnitude 6.0 na escala de Richter, cujo epicentro se localizou a cerca de 100 quilómetros do Cabo de São Vicente. Foi o maior em 40 anos.

O que aconteceu em 2007 não senti. Estava em casa doente com faringite e apenas ouvi uma tampa a fazer barulho mas nem sequer associei a um sismo, porque não senti nada efectivamente a tremer. Mais tarde soube o que tinha sido e que em Lisboa se sentiu bastante.

Este senti e bem! Embora um pouco assustada, mantive a calma. Seja como for, espero não voltar a passar pelo mesmo.